A xícara está na mesa.
A porcelana branca, e no fundo do teu café amargo,
refletem os lábios teus.
Num gole só, sem censura, o amargo da tua boca se perde
no doce da minha, que não se cansa dessa mistura, de todo dia, de toda manhã.
Abro os olhos, e pela porta você já se foi a ganhar o dia.
E do dia meu fica o amargo da tua boca, com o doce do meu sorriso,
que só é doce,
por causa do teu amargo.
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